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Guia de Obras de Estudantes

Lua Cheia

Nome Turma Data

Edvard Munch, Lua Cheia (1893). Domínio público. Veja esta tela sob uma luz em movimento: o desenho, a cor real sob o verniz, o pigmento puro

Dados principais

Artista
Edvard Munch wikioo.org/pt/artists/edvard-munch_pt/
Datas do artista
1863 – 1944
Pintura a óleo
1893
Dimensões originais
140 x 135 cm
Movimento
Symbolism Expressionism Pictures where objects stand for ideas — a flower or a door meaning something beyond itself.
Período
Modernismo
Elementos
Sombras longas, janela
Estilo
Expressionista
Localização
Museu Munch, Oslo
Tema
Noite, solidão

No contexto

Lua Cheia — Edvard Munch

Qual é o tamanho?

As dimensões originais são 140 × 135 cm (altura × largura), representadas aqui ao lado de um adulto de altura média.

Quando foi pintado?

  1. 1860
  2. 1870
  3. 1880
  4. 1890
  5. 1900
  6. 1910
  7. 1920
  8. 1930
  9. 1940

Linha acima: os anos. Linha abaixo: a idade do artista no início e no fim de cada período — 0 ao nascer, 81 ao falecer.

Pintado quando o artista tinha 30. O artista viveu até aos 81. 320 das 1895 obras datadas deste artista em nosso catálogo são anteriores.

Sombreado: a trajetória de Edvard Munch (1863–1944) ▲ esta obra, 1893 cada pintura datada, década por década

Primeiras obras: até 1896 Principais anos de atividade: 1896–1919 Obras tardias: a partir de 1919

Essas três faixas dividem as obras datadas neste catálogo em um primeiro quarto, uma metade central e um último quarto. Elas não representam a produção completa do artista: um período de escassez pode ser uma lacuna no registro, em vez de um intervalo de baixa atividade. Os mesmos anos com a trajetória do artista neles traçada

Comparar com

Escolha uma obra acima: mencione duas semelhanças entre ela e esta, e uma diferença.

Mais obras para acompanhar esta: wikioo.org/pt/art/similar/edvard-munch-lua-cheia-8YDGL8-pt/

Cores

Medido a partir da imagem

    Cor principal

    Bege-acinzentado #e0d3a7

    Paleta catalogada

    • #E0D3A7
    • #271C1A
    • #B7946B
    • #7D472E

    Estas cores integradas em toda a paleta do artista Encontre outras pinturas por cor

    Paleta
    Tons terrosos A família de cores predominante na imagem.
    Nome da cor principal
    Bege-acinzentado
    Intensidade
    Equilibrado O quão saturadas e variadas são as cores, desde um único tom suave até muitos tons vibrantes.
    Contraste
    Declaração O grau de variação da luminosidade e saturação das cores ao longo da imagem.
    Harmonia
    Harmonia equilibrada A harmonia entre as cores, desde o contraste marcante até a total unidade.
    Brilho
    Sombras profundas O nível de luminosidade ou escuridão da imagem como um todo, desde as sombras profundas até os brilhos intensos.
    Saturação
    Saturação suave Quão puras e intensas são as cores, do quase cinza ao totalmente vívido.

    Onde no mundo esta pintura é apreciada?

    • menos de 1%
    • 1–3%
    • 3–8%
    • 8–20%
    • 20% ou mais
    Esta pintura sozinha possui poucos visitantes registrados para mapear, portanto, a placa apresenta todas as obras de Edvard Munch nos últimos doze meses — 93 países ao todo. Origem destes dados

    Os dez principais países

    1. 1 China 21,3%88.800 visitas
    2. 2 Espanha 13,0%54.100 visitas
    3. 3 França 8,0%33.300 visitas
    4. 4 Estados Unidos da América 5,7%23.700 visitas
    5. 5 Itália 4,0%16.700 visitas
    6. 6 Singapura 3,7%15.300 visitas
    7. 7 Hong Kong 3,6%14.900 visitas
    8. 8 Brasil 3,1%13.000 visitas
    9. 9 Japão 2,6%10.900 visitas
    10. 10 Alemanha 2,3%9.600 visitas
    11. · 83 outros países 32,7%137.100 visitas

    Encontre os três países mais escuros no mapa. O museu que guarda esta pintura está em algum deles? Escreva um motivo pelo qual pessoas de longe poderiam visitá-la.

    As 20 obras mais visualizadas de Edvard Munch

    1. 1 O Grito, 1893 26,9%150.900 visitas
    2. 2 Edvard Munch, 1894 8,3%46.300 visitas
    3. 3 Melancolia, 1894 7,2%40.400 visitas
    4. 4 Perto da cama da morte (febre), 1915 2,1%11.500 visitas
    5. 5 A Criança e a Morte, 1899 1,7%9.700 visitas
    6. 6 Kiss, 1897 1,3%7.400 visitas
    7. 7 Cinzas, 1894 1,2%6.500 visitas
    8. 8 Ciúme, 1895 1,0%5.800 visitas
    9. 9 Meninas na Pier, 1904 1,0%5.800 visitas
    10. 10 Julaften i bordell, 1905 0,9%4.900 visitas
    11. 11 A Dança da Vida, 1899 0,9%4.900 visitas
    12. 12 O Dia Depois, 1895 0,8%4.700 visitas
    13. 13 Madonna, 1894 0,7%4.200 visitas
    14. 14 Man! I Feel Like a Woman!, 1905 0,7%4.200 visitas
    15. 15 As Garotas na Ponte, 1901 0,7%3.700 visitas
    16. 16 O Scream, 1893 0,7%3.700 visitas
    17. 17 Autorretrato, 1895 0,5%2.600 visitas
    18. 18 Separação, 1896 0,4%2.500 visitas
    19. 19 Lua, 1895 0,4%2.500 visitas
    20. 49 Lua Cheia, 1893 esta obra 0,2%1.400 visitas

    Juntas, estas obras representam 57,6% de toda a atenção que as pinturas deste artista receberam nos últimos doze meses. O catálogo contém 2118 obras deste artista, das quais 487 foram visualizadas pelo menos uma vez. Esta pintura ocupa a 49 posição entre elas, com 0,2% dessa atenção (1.400 visitas). Os mesmos números, mês a mês

    As barras medem a atenção, não a qualidade. Escolha a obra no topo e esta aqui: mencione um fator que poderia tornar uma pintura famosa para além da sua técnica de execução.

    Sobre esta obra

    Lua Cheia — Edvard Munch

    Notas sobre esta obra

    Elaborado para este guia a partir de fontes publicadas. O registro do catálogo propriamente dito encontra-se na primeira parte deste guia.

    Ano
    1893
    Artista
    Edvard Munch
    Dimensões
    140 x 135 cm
    Influências
    Munch, Simbolismo
    Movimento
    Simbolismo, Expressionismo
    Mídia
    Óleo sobre tela
    Título
    Moonlight

    A Noite em Branco e Azul: Uma Jornada pela Alma de Edvard Munch

    “Moonlight” (Lua Cheia), da maestria de Edvard Munch, transcende a mera representação visual para se tornar um portal para as profundezas da emoção humana. Pintado em 1893, este óleo sobre tela não é apenas uma cena noturna; é um grito silencioso, uma confissão de angústia e beleza que ecoa através dos séculos. A obra, pertencente ao período expressionista do artista, captura a essência da melancolia e da introspecção, elementos centrais na visão de mundo de Munch, moldada por perdas precoces, doenças mentais e uma intensa sensibilidade à fragilidade da existência.

    A composição é imediatamente envolvente. Uma figura feminina, quase etérea, emerge de um cenário noturno dominado por tons de azul profundo e verde escuro. A luz da lua, não como um brilho suave e uniforme, mas como uma força palpável que irradia do alto, banha a cena com uma atmosfera misteriosa e inquietante. Munch abandona a precisão realista em favor de uma expressividade visceral, utilizando pinceladas largas e dinâmicas que sugerem movimento e turbulência emocional. As sombras alongadas, projetadas pela figura e pela arquitetura ao fundo, criam um senso de claustrofobia e isolamento, intensificando a sensação de angústia subjacente.

    A Linguagem da Cor e do Formato

    A paleta cromática de “Moonlight” é fundamental para o seu impacto emocional. O azul profundo domina a cena, evocando sentimentos de tristeza, solidão e melancolia – cores frequentemente associadas à noite, ao luto e à introspecção. Contraste com tons mais quentes, como o amarelo pálido que ilumina o rosto da figura, sugerem um vislumbre de esperança ou vulnerabilidade, mas são rapidamente abafados pela atmosfera geral sombria. A forma das figuras é distorcida e simplificada, refletindo a subjetividade da experiência emocional de Munch. As linhas retas da casa e do telhado contrastam com as curvas sinuosas do corpo da mulher, criando uma sensação de desequilíbrio e tensão.

    Munch emprega técnicas inovadoras para transmitir sua visão. A utilização de impasto, a aplicação espessa de tinta, confere textura e profundidade à tela, intensificando a sensação de presença física da cena. As pinceladas são vigorosas e expressivas, transmitindo a intensidade das emoções que Munch buscava capturar. O uso da perspectiva é deliberadamente distorcida, priorizando o impacto emocional sobre a representação realista do espaço. A janela, um elemento central da composição, funciona como um portal para um mundo interior, sugerindo a contemplação e a introspecção da figura.

    Simbolismo e a Alma da Expressão

    “Moonlight” é rica em simbolismo, refletindo as preocupações filosóficas e psicológicas da época. A lua, frequentemente associada à feminilidade, ao mistério e à morte, desempenha um papel central na obra. Sua luz irrompe através da janela, iluminando a figura feminina e lançando sombras dramáticas sobre o cenário. Essa combinação de luz e sombra sugere uma luta entre a esperança e o desespero, entre a vida e a morte. A figura em si pode ser interpretada como uma representação do espírito humano, confrontado com as angústias da existência.

    A obra se conecta ao movimento expressionista, que buscava expressar emoções e experiências subjetivas através de uma linguagem visual distorcida e intensa. Munch antecipa os temas explorados por artistas posteriores, como a alienação, o medo e a solidão. “Moonlight” é um testemunho da capacidade da arte de capturar as complexidades da alma humana e de transmitir emoções universais que transcendem o tempo e o espaço.

    Uma Reflexão Sobre a Essência Humana

    “Moonlight” não é apenas uma pintura; é uma experiência emocional. Ao contemplar esta obra-prima, somos convidados a mergulhar nas profundezas da alma humana, a confrontar nossos próprios medos e angústias, e a apreciar a beleza melancólica do mundo ao nosso redor. A obra de Munch permanece relevante hoje como um lembrete da nossa vulnerabilidade e da importância de expressar nossas emoções de forma autêntica. Reproduções de alta qualidade de “Moonlight” podem trazer essa intensidade emocional para o seu espaço, criando uma atmosfera contemplativa e inspiradora.

    Artista e museu

    Artista

    Edvard Munch

    Nascido em Ådalsbruk, Suécia

    A Vida e a Identidade de Edvard Munch

    Edvard Munch foi um pintor norueguês cuja vida esteve profundamente ligada às paisagens e à atmosfera densa de sua terra natal. Nascido em 12 de dezembro de 1863, ele passou grande parte de sua existência navegando pelas complexidades da psique humana através de seus pincéis e ferramentas de gravura. Sua obra frequentemente parecia uma extensão direta de suas próprias lutas internas, transformando emoções privadas em algo visível e compartilhado. Ele permaneceu uma presença ativa no mundo da arte até sua morte, em 23 de janeiro de 1944.

    Sua habilidade de capturar os tremores da existência humana atingiu o ápice em 1893 com a criação de O Grito. Esta obra específica tornou-se uma das imagens mais aclamadas da arte ocidental, reconhecida mundialmente por sua representação do pavor existencial. Enquanto muitos artistas buscavam replicar o mundo físico, Munch interessava-se pelas coisas que não podem ser vistas, como a ansiedade e o peso da solidão. Ele utilizou a cor e a forma para dar contorno às forças invisíveis que agitam o espírito humano.

    Ao longo de sua longa carreira, ele produziu um vasto corpo de obras que abrangeu diversos meios. Sua produção incluiu:

    O Grito

    Madonna

    A Criança Doente

    A Dança da Vida

    Infância, Família e Formação

    Edvard Munch nasceu em 1863, em meio às paisagens austeras da Noruega. Sua infância foi moldada por um ambiente doméstico onde a presença da doença era uma companheira constante. Em 1868, sua mãe faleceu de tuberculose, uma perda que deixou uma marca profunda no jovem menino. Esse sentimento de fragilidade intensificou-se em 1877, quando sua irmã, Johanne Sophie, também sucumbiu à tuberculose aos 15 anos de idade. Esses primeiros lutos significaram que as sombras da mortalidade estavam entrelaçadas na própria trama de sua vida cotidiana.

    Seu pai, Christian Munch, atuava como médico e oficial sanitário. Christian era um homem de intensa devoção religiosa, mas também lutava contra um temperamento nervoso e obsessivamente religioso. A atmosfera do lar era frequentemente carregada por esse sentimento de pavor. Crescendo em um cenário assim, Edvard muitas vezes se via desenhando para se manter ocupado durante os longos invernos, quando a doença o impedia de frequentar a escola. Essas experiências precoces de luto e medo acabariam por encontrar seu caminho até as suas telas.

    Para sua educação formal, ele frequentou a Escola Real de Arte e Design em Kristiania. Foi ali que começou a desenvolver as habilidades técnicas que sustentariam suas explorações posteriores da psique humana. Sua formação forneceu o alicerce para uma carreira dedicada a traduzir a angústia interna em forma visual.

    Os Círculos Boêmios de Kristiania

    Nas ruas de Kristiania, o antigo nome de Oslo, Munch encontrou uma comunidade que desafiava tudo o que lhe havia sido ensinado. Ele transitava pelos círculos boêmios da cidade, um grupo de indivíduos que viviam à margem das regras estritas da época. Entre eles estava o pintor naturalista Christian Krohg, que integrava este círculo progressista. Tais encontros não eram meramente sociais; eram espaços onde novas formas de enxergar o mundo eram debatidas e vividas intensamente.

    Foi através da influência do niilista Hans Jæger que o próprio caminho de Munch começou a se transformar. Jæger instigou-o a afastar-se das tradições acadêmicas e polidas de então, encorajando o artista a olhar para o seu interior e a pintar o seu próprio estado emocional e psicológico. Esta era uma ideia radical. Em vez de tentar capturar o mundo como ele aparecia aos outros, Munch passou a utilizar a sua tela para expressar as tempestades internas de sua própria mente.

    Viagens e Influências em Paris e Berlim

    O trânsito pelos grandes centros da arte europeia permitiu que Edvard Munch visse seus próprios impulsos refletidos na obra de outros mestres. Em Paris, ele encontrou as técnicas de artistas como Paul Gauguin e Vincent van Gogh. Ele aprendeu muito com eles, absorvendo a maneira como utilizavam a cor e a forma para transcender a simples representação visual. Sua estadia na cidade também o colocou em contato com Henri de Toulouse-Lautrec. Esses encontros foram fundamentais para refinar seu olhar, priorizando o mundo interno em detrimento do externo.

    Já sua passagem por Berlim deslocou seu foco para as camadas mais profundas e inquietantes da mente humana. Foi ali que ele conheceu o dramaturgo sueco August Strindberg. Essas conexões com figuras como Strindberg impulsionaram suas investigações sobre temas psicológicos. Munch começou a utilizar sua arte para explorar os tremores da existência humana, afastando-se das descrições naturalistas em direção a um estilo capaz de comunicar o peso esmagador do medo e da ansiedade.

    Técnica e o Estilo da Pintura da Alma

    Edvard Munch não tinha como objetivo replicar o mundo físico tal como ele se apresentava ao olhar. Em vez disso, ele buscava externalizar o seu estado interno, um método que ele denominou como pintura da alma. Através de formas distorcidas e linhas rítmicas, ele comunicava os tremores da existência humana, transformando o sofrimento psicológico em uma forma visível e tangível. Sua pincelada frequentemente refletia a turbulência de sua própria mente, utilizando a cor e a forma para traduzir o que sentia, em vez de apenas o que via.

    Esse foco no universo interior levou-o a experimentar extensivamente com diversos meios. Ele foi um gravador extremamente ativo, trabalhando com litografia, xilogravura e água-forte para expandir seu alcance artístico. Sua amplitude técnica era vasta, envolvendo processos de gravura em metal como a aquatinta, a ponta-seca e a gravação em cobre. Tais métodos permitiam-lhe sobrepor texturas e linhas que espelhavam a complexa profundidade da emoção humana.

    O Grito (1893)

    Madona (1894)

    A Criança Doente (c. 1926)

    O Friso da Vida e Obras Primordiais

    Edvard Munch buscou capturar os ciclos recorrentes da existência humana através de uma série de obras que ele denominou O Friso da Vida. Esta coleção concentrou-se nos temas densos e inescapáveis do amor, do medo, da morte e da ansiedade. Ele não pretendia realizar uma simples representação da vida, mas sim uma exploração das tempestades internas que a definem. Suas pinturas funcionavam, muitas vezes, como um meio de processar o luto e os tremores psicológicos que o acompanharam desde a juventude.

    Muitas de suas imagens mais reconhecidas emergiram dessas lutas pessoais. Ele concebeu O Grito enquanto estava em Kristiania, utilizando paisagens sinuosas e ardentes para representar uma sensação de pavor existencial. Em outras obras, ele voltou seu olhar para as complexidades das conexões humanas e para a fragilidade da vida. Madona explora a interseção entre a sexualidade e a mortalidade, enquanto A Criança Doente permanece como um lembrete pungente da perda de sua irmã, Sophie. Estas peças refletem um homem tentando dar sentido às sombras que o perseguiam.

    O Grito (1893)

    Madona (1894)

    A Criança Doente (c. 1926)

    Puberdade (1894–95)

    Anos Tardios e Morte

    Os anos tardios da vida de Edvard Munch foram marcados por uma mudança significativa em seus hábitos pessoais e em seu ambiente criativo. Após um colapso mental em 1908, ele tomou a decisão de abandonar o consumo excessivo de álcool. Este período de transformação o afastou das turbulentas cenas sociais de sua juventude. Em vez disso, ele dedicou seus anos restantes ao trabalho em paz e privacidade, encontrando um refúgio tranquilo para dar continuidade à sua prática artística.

    Sua produção manteve-se constante até o fim de sua existência. No momento de seu falecimento, em 1944, ele havia acumulado uma coleção de 1006 pinturas. Enquanto o mundo ao seu redor enfrentava a imensa agitação da Segunda Guerra Mundial, a maioria de suas obras sobreviveu ao conflito, garantindo que sua linguagem visual permanecesse disponível para que as futuras gerações pudessem estudá-la e vivenciá-la.

    O Legado Duradouro e a Influência

    A capacidade de Munch de confrontar os aspectos mais sombrios da condição humana ajudou a pavimentar o caminho para o Expressionismo Alemão. Como um pioneiro do Expressionismo, ele se afastou das regras polidas da arte acadêmica para encontrar uma maneira de manifestar as tempestades internas da mente. Ao traduzir o sofrimento psicológico em forma visual, ele transformou a maneira como os artistas abordavam a tela. Sua obra tornou-se um pilar fundamental do movimento modernista, deslocando o foco daquilo que o olho vê para aquilo que a alma suporta.

    Sua presença é sentida profundamente na história da arte norueguesa. Ele ajudou a definir uma identidade nacional através de sua exploração de experiências humanas universais. A forma como utilizou a cor e linhas distorcidas para comunicar os tremores da existência deixou uma marca que muitos artistas seguiram. Sua influência estendeu-se muito além das fronteiras da Noruega, afetando a maneira como o mundo moderno percebe a ansiedade e o isolamento.

    The Scream (1893)

    Madonna (1894)

    The Sick Child (c. 1926)

    Onde Contemplar suas Obras Hoje

    Para vivenciar a imensidão da obra de sua vida, é preciso viajar até Oslo, na Noruega. O Museu Munch é o principal guardião de seu legado, abrigando uma vasta coleção que abrange toda a amplitude de sua produção artística. É um espaço onde a magnitude de sua criação se torna evidente, oferecendo um mergulho profundo nos temas que ele explorou ao longo de seus anos de pintura e gravura.

    Outras peças significativas encontram-se em outras grandes instituições da cidade. A Galeria Nacional de Oslo detém a versão de 1893 em têmpera e giz sobre papelão de O Grito. Esta obra específica oferece uma textura e uma sensação distintas em comparação com outras versões. Além disso, o Museu Nacional da Noruega abriga uma versão de Madonna, permitindo que os visitantes compreendam como o artista abordou o mesmo tema através de diferentes perspectivas.

    O Grito (1893) - Galeria Nacional, Oslo

    Madonna - Museu Nacional da Noruega

    Onde ler mais

    Encontre online

    QR code que direciona para a página de download de Lua Cheia

    wikioo.org/pt/art/download/edvard-munch-lua-cheia-8YDGL8-pt/

    Como citar esta obra

    MLA
    Munch, Edvard. Lua Cheia. 1893, https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-lua-cheia-8YDGL8-pt/
    APA
    Munch, Edvard (1893). Lua Cheia [Painting]. https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-lua-cheia-8YDGL8-pt/
    Chicago
    Edvard Munch. Lua Cheia. 1893. https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-lua-cheia-8YDGL8-pt/
    Harvard
    Munch, Edvard (1893) Lua Cheia. Available at: https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-lua-cheia-8YDGL8-pt/

    Observe de perto

    Lua Cheia — Edvard Munch

    Observe de perto

    Responda com suas próprias palavras. Não existem respostas erradas aqui — apenas respostas que você possa explicar.

    1. O que chama a sua atenção primeiro e por quê?
    2. Quais cores ou formas criam a atmosfera — e que atmosfera é essa?
    3. O nosso catálogo classifica esta obra sob: moonlight, woman, porch. Concorda? O que acrescentaria ou removeria?
    4. Relembre O Grito (1893), apresentado anteriormente neste guia. Identifique dois elementos que esta obra compartilha com a anterior e um que seja diferente.
    5. Symbolism Expressionism: Pictures where objects stand for ideas — a flower or a door meaning something beyond itself. Onde você pode observar isso nesta obra?

    Sua resposta

    Escreva um pequeno parágrafo sobre esta obra de arte. Utilize as informações das etapas anteriores deste guia e as suas respostas acima.

    Quiz de arte

    Lua Cheia — Edvard Munch

    O quanto você conhece esta obra de arte?

    Selecione uma resposta para cada uma das 5 perguntas abaixo. Cada uma possui exatamente uma resposta correta.

    1. 1. Qual o título da obra de Edvard Munch?

      • A A Noite
      • B O Grito
      • C Madonna
    2. 2. Em que movimento artístico a obra 'Moonlight' se encaixa principalmente?

      • A Impressionismo
      • B Expressionismo
      • C Cubismo
    3. 3. Qual é a principal característica da composição da pintura 'Moonlight' que contribui para a atmosfera de isolamento?

      • A Uso abundante de cores vibrantes
      • B Perspectiva achatada e longas sombras
      • C Detalhes realistas na representação dos objetos
    4. 4. Qual a técnica utilizada por Munch para criar texturas expressivas na pintura?

      • A Pinceladas suaves e uniformes
      • B Uso de impasto (camadas espessas de tinta)
      • C Técnica de aquarela com cores translúcidas
    5. 5. Qual o significado simbólico da luz da lua na obra 'Moonlight'?

      • A Representa a felicidade e o bem-estar
      • B Simboliza a divindade, a emoção e o mistério
      • C Indica apenas a hora do dia

    Minha pontuação: ____ de 5

    Gabarito — para o professor

    Isto inicia uma nova página impressa, de modo que ela pode simplesmente ser omitida das cópias.

    1A · 2B · 3B · 4B · 5B

    Confira qualquer resposta comparando com o registro do catálogo desta pintura

    Perguntas e Respostas

    Qual cor mais se destaca em "Lua Cheia"?

    A cor dominante de "Lua Cheia", de Edvard Munch é Bege-acinzentado (#e0d3a7).

    Posso ver "Lua Cheia", de Edvard Munch sob diferentes luzes?

    A página Raio X de "Lua Cheia", de Edvard Munch é um visualizador interativo que permite percorrer onze camadas ópticas da imagem da obra, incluindo uma visualização em estilo raio-X.

    Onde posso comprar reproduções pintadas à mão de "Lua Cheia", de Edvard Munch?

    Você pode encomendar uma reprodução pintada à mão de "Lua Cheia", de Edvard Munch diretamente em sua página de Reprodução Pintada à Mão: uma reprodução a óleo pintada à mão sobre tela de linho, feita sob encomenda.