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Guia de Obras de Estudantes

Nu

Nome Turma Data

Edvard Munch, Nu (1896), Rasmus Meyer Collection. Domínio público. Veja esta tela sob uma luz em movimento: o desenho, a cor real sob o verniz, o pigmento puro

Dados principais

Artista
Edvard Munch wikioo.org/pt/artists/edvard-munch_pt/
Datas do artista
1863 – 1944
Pintura a óleo
1896
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensões originais
65 x 50 cm
Movimento
Expressionismo Colour and shape deliberately distorted so the picture shows an emotion rather than a likeness.
Período
Século XIX
Realizado em
Rasmus Meyer Collection wikioo.org/pt/museums/rasmus-meyer-collection-bergen_pt/
Artista
Edvard Munch
Assunto ou tema
Figura feminina, ansiedade
Localização
Coleção Rasmus Meyer, Bergen
Título
Nu

No contexto

Nu — Edvard Munch

Qual é o tamanho?

As dimensões originais são 65 × 50 cm (altura × largura), representadas aqui ao lado de um adulto de altura média.

Quando foi pintado?

  1. 1860
  2. 1870
  3. 1880
  4. 1890
  5. 1900
  6. 1910
  7. 1920
  8. 1930
  9. 1940

Linha acima: os anos. Linha abaixo: a idade do artista no início e no fim de cada período — 0 ao nascer, 81 ao falecer.

Pintado quando o artista tinha 33. O artista viveu até aos 81. 157 das 410 obras datadas deste artista em nosso catálogo são anteriores.

Sombreado: a trajetória de Edvard Munch (1863–1944) ▲ esta obra, 1896 cada pintura datada, década por década

Primeiras obras: até 1893 Principais anos de atividade: 1893–1908 Obras tardias: a partir de 1908

Essas três faixas dividem as obras datadas neste catálogo em um primeiro quarto, uma metade central e um último quarto. Elas não representam a produção completa do artista: um período de escassez pode ser uma lacuna no registro, em vez de um intervalo de baixa atividade. Os mesmos anos com a trajetória do artista neles traçada

Comparar com

Escolha uma obra acima: mencione duas semelhanças entre ela e esta, e uma diferença.

Mais obras para acompanhar esta: wikioo.org/pt/art/similar/edvard-munch-nu-d3fhuh-pt/

Cores

Medido a partir da imagem

    Cor principal

    Noz #7f131b

    Paleta catalogada

    • #7F131B
    • #27090E
    • #E5A77E
    • #C8623C

    Estas cores integradas em toda a paleta do artista Encontre outras pinturas por cor

    Paleta
    Tons escuros A família de cores predominante na imagem.
    Nome da cor principal
    Noz
    Intensidade
    Vívido O quão saturadas e variadas são as cores, desde um único tom suave até muitos tons vibrantes.
    Contraste
    Declaração O grau de variação da luminosidade e saturação das cores ao longo da imagem.
    Harmonia
    Forte unidade cromática A harmonia entre as cores, desde o contraste marcante até a total unidade.
    Brilho
    Sombra O nível de luminosidade ou escuridão da imagem como um todo, desde as sombras profundas até os brilhos intensos.
    Saturação
    Presença de cor nítida Quão puras e intensas são as cores, do quase cinza ao totalmente vívido.

    Onde no mundo esta pintura é apreciada?

    • menos de 1%
    • 1–3%
    • 3–8%
    • 8–20%
    • 20% ou mais
    Esta pintura sozinha possui poucos visitantes registrados para mapear, portanto, a placa apresenta todas as obras de Edvard Munch nos últimos doze meses — 87 países ao todo. Origem destes dados

    Os dez principais países

    1. 1 China 24,4%88.300 visits
    2. 2 Espanha 14,4%52.200 visits
    3. 3 França 8,7%31.500 visits
    4. 4 Estados Unidos da América 5,9%21.300 visits
    5. 5 Singapura 4,2%15.300 visits
    6. 6 Hong Kong 4,1%14.800 visits
    7. 7 Itália 3,6%13.200 visits
    8. 8 Brasil 3,1%11.400 visits
    9. 9 Japão 2,4%8.700 visits
    10. 10 Alemanha 1,8%6.700 visits
    11. · 77 outros países 27,4%99.100 visits

    Encontre os três países mais escuros no mapa. O museu que guarda esta pintura está em algum deles? Escreva um motivo pelo qual pessoas de longe poderiam visitá-la.

    As 20 obras mais visualizadas de Edvard Munch

    1. 1 O Grito, 1893 27,6%139.600 visits
    2. 2 Edvard Munch, 1894 8,2%41.700 visits
    3. 3 Melancolia, 1894 6,8%34.600 visits
    4. 4 Perto da cama da morte (febre), 1915 2,0%9.900 visits
    5. 5 The Child and Death, 1899 1,8%9.100 visits
    6. 6 Kiss, 1897 1,3%6.600 visits
    7. 7 Cinzas, 1894 1,1%5.700 visits
    8. 8 Meninas na Pier, 1904 1,0%5.300 visits
    9. 9 Ciúme, 1895 0,9%4.700 visits
    10. 10 O Dia Depois, 1895 0,9%4.600 visits
    11. 11 Julaften i bordell, 1905 0,9%4.500 visits
    12. 12 A Dança da Vida, 1899 0,8%4.100 visits
    13. 13 Madonna, 1894 0,7%3.700 visits
    14. 14 As Garotas na Ponte, 1901 0,7%3.600 visits
    15. 15 Man! I Feel Like a Woman!, 1905 0,6%3.200 visits
    16. 16 Autorretrato, 1895 0,5%2.600 visits
    17. 17 O Scream, 1893 0,5%2.300 visits
    18. 18 Jealousy, 1907 0,4%2.200 visits
    19. 19 To the Forest, 1897 0,4%2.100 visits
    20. 131 Nu, 1896 esta obra 0,1%600 visits

    Juntas, estas obras representam 57,2% de toda a atenção que as pinturas deste artista receberam nos últimos doze meses. O catálogo contém 629 obras deste artista, das quais 478 foram visualizadas pelo menos uma vez. This painting ranks 131 of them, with 0,1% of that attention (600 visits). Os mesmos números, mês a mês

    As barras medem a atenção, não a qualidade. Escolha a obra no topo e esta aqui: mencione um fator que poderia tornar uma pintura famosa para além da sua técnica de execução.

    Sobre esta obra

    Nu — Edvard Munch

    Notas sobre esta obra

    Elaborado para este guia a partir de fontes publicadas. O registro do catálogo propriamente dito encontra-se na primeira parte deste guia.

    Ano
    1896
    Dimensões
    65 x 49,5 cm
    Elementos notáveis
    Fundo vermelho, colar de pérolas
    Estilo artístico
    Cores vibrantes, pinceladas expressivas
    Influências
    Paul Gauguin, Van Gogh
    Movimento
    Expressionismo
    Técnica
    Óleo sobre madeira

    O Peso do Silêncio: “Nu” de Edvard Munch

    “Nu”, pintado em 1896 durante os seus anos formativos em Paris, não é meramente a representação de uma mulher sentada num banco; é uma exploração profunda da psique humana que luta contra a ansiedade, o isolamento e a beleza inquietante da vulnerabilidade. Criada em meio a um período de intenso turbilhão pessoal para Munch – marcado por doenças, perdas e uma crescente consciência da sua própria fragilidade mental – esta obra ergue-se como um pilar do Expressionismo, capturando não apenas uma imagem, mas um estado emocional bruto. O poder da pintura reside na sua ambiguidade deliberada, convidando os espectadores a projetarem as suas próprias ansiedades na postura enigmática da figura e no cenário sombúsco.

    A composição em si é surpreendentemente simples, mas profundamente ressonante. Uma mulher senta-se num banco de madeira desgastado, com as costas voltadas para nós, criando uma sensação imediata de distância e privacidade. Ela veste um vestido fluido, visível apenas na parte inferior da tela – uma escolha deliberada que enfatiza o seu desapego do espectador e sugere um mundo além da nossa compreensão. O seu cabelo está preso num coque impecável, um pequeno detalhe que contrasta sutilmente com a sensação geral de inquietação. O mais impactante, contudo, é o vibrante fundo vermelho, uma audaciosa explosão de cor que domina a cena. Este não é um pôr do sol reconfortante; é um tom pulsante, quase violento, sugerindo emoções reprimidas e um destino iminente – uma representação visual das lutas internas de que Munch era tão agudamente consciente.

    Uma Sinfonia de Cor e Pincelada

    A técnica de Munch em “Nu” caracteriza-se pelo uso desenfreado da cor e por pinceladas expressivas, marcas registradas do seu estilo expressionista. Ele evita o detalhe meticuloso em favor da transmissão do sentimento através da manipulação do pigmento e da textura. O fundo vermelho não é fundido suavemente; em vez disso, é aplicado com pinceladas espessas e agitadas, criando uma sensação de movimento e instabilidade. Da mesma forma, o vestido da mulher é renderizado com pinceladas soltas e ondulantes, sugerindo tanto vulnerabilidade quanto uma certa graça desafiadora. Munch utilizou tintas a óleo sobre madeira, permitindo uma rica saturação de cor e profundidade textural – qualidades que amplificam a intensidade emocional da pintura.

    O uso da própria cor é crucial para compreender o significado da obra. O vermelho, frequentemente associado à paixão, ao perigo e à violência, domina a cena, criando uma sensação palpável de desconforto. As sutis variações de tom dentro do vermelho — do carmesim profundo aos tons mais claros — sugerem uma paisagem emocional complexa, insinuando tanto o desejo quanto o pavor. A paleta limitada – primariamente vermelha, pontuada por toques de tons terrosos suaves – contribui para a atmosfera claustrofóbica da pintura, aprisionando o espectador dentro do mundo interno da mulher.

    Ecos de “O Friso da Vida” e uma Jornada Pessoal

    “Nu” está inextricavelmente ligado ao projeto artístico mais amplo de Munch, “O Friso da Vida”, uma série de pinturas que explora temas como amor, ansiedade, ciúme e traição. Esta série reflete a própria vida tumultuada de Munch, marcada por perdas, doenças e a ameaça constante da instabilidade mental. A mulher em “Nu” pode ser interpretada como uma personificação dessas ansiedades – uma figura presa entre o desejo e o desespero, a vulnerabilidade e a força.

    O desenvolvimento artístico de Munch durante este período foi profundamente influenciado pelo seu tempo em Paris, onde encontrou as obras de Paul Gauguin, Vincent van Gogh e Henri de Toulouse-Lautrec. Estes artistas encorajaram-no a abraçar cores ousadas, pinceladas expressivas e uma abordagem subjetiva para retratar a realidade. A influência destes mestres é evidente em “Nu”, particularmente na sua paleta de cores vibrante e atmosfera emocionalmente carregada – embora Munch tenha, em última análise, forjado o seu próprio estilo único, enraizado nas suas experiências profundamente pessoais.

    Um Legado de Angústia e Inovação

    “Nu” posiciona-se como uma obra fundamental na história da arte, consolidando a posição de Edvard Munch como um pioneiro do Expressionismo. É uma representação assombrosamente bela da vulnerabilidade humana, capturando as emoções cruas que jazem sob a superfície da vida cotidiana. Embora muitas vezes associada à escuridão e ao desespero, a pintura também possui um estranho fascínio – um testemunho do poder da arte em confrontar verdades difíceis e explorar as complexidades da condição humana.

    Além da sua importância artística, “Nu” continua a ressoar profundamente nos espectadores de hoje, servindo como um símbolo potente da angústia moderna e da luta contínua para encontrar significado num mundo caótico. Para aqueles que procuram uma compreensão mais profunda da obra de Munch ou desejam uma reprodução de alta qualidade desta pintura icónica, Edvard Munch: Nu está disponível em AllPaintingsStore.com, oferecendo visões detalhadas e reproduções visuais deslumbrantes.

    Para explorar mais da obra de Munch e o contexto mais amplo do Expressionismo, encorajamos você a visitar Edvard Munch na Wikipedia e explorar obras relacionadas como Paula Modersohn-Becker e Ernst Ludwig Kirchner.

    Artista e museu

    Artista

    Edvard Munch

    Nascido em Ådalsbruk, Suécia

    Uma Vida Imersa em Sombras: O Mundo de Edvard Munch

    Edvard Munch, nascido em 1863 no cenário austero da Noruega, foi um artista cuja obra se tornou sinônimo das ansiedades e turbulências emocionais da era moderna. Sua vida, profundamente marcada pela perda e por uma melancolia persistente, serviu como a fonte primordial de sua arte expressiva. Desde uma infância assombrada pelas mortes prematuras de sua mãe e irmã – ambas vítimas da tuberculose – Munch desenvolveu uma obsessão inquietante pela mortalidade, doença e fragilidade da existência humana. Essas experiências não eram meros detalhes biográficos; tornaram-se o núcleo de sua visão artística, alimentando uma exploração implacável do interior, dos medos, da dor e da saudade. A crença religiosa estrita de seu pai e suas próprias lutas contra a doença mental contribuíram para um sentimento de pavor que permeou o mundo de Munch, moldando não apenas sua vida pessoal, mas também a linguagem simbólica de suas pinturas. Ele não se limitava a retratar cenas; externalizava um estado interno, traduzindo angústia psicológica em forma visual.

    A Gênese da Expressão: Influências e Desenvolvimento Artístico

    A jornada artística de Munch começou com treinamento formal na Escola Real de Arte e Design em Kristiania (Oslo), mas foi seu encontro com os círculos boêmios e a filosofia niilista de Hans Jæger que realmente incendiou sua criatividade. Jæger incentivou Munch a abandonar os estilos acadêmicos convencionais e, em vez disso, mergulhar nas profundezas de sua própria experiência subjetiva, um conceito que ele chamou de “pintura da alma”. Essa mudança crucial marcou o início do estilo distinto de Munch – caracterizado por emoção crua, formas distorcidas e rejeição da representação naturalista. Suas viagens a Paris na década de 1890 o expuseram ao movimento pós-impressionista em ascensão, onde absorveu influências de artistas como Paul Gauguin, Vincent van Gogh e Henri de Toulouse-Lautrec. O uso ousado da cor, as pinceladas expressivas e a intensidade psicológica desses mestres ressoaram profundamente com as inclinações artísticas de Munch. Ele não estava simplesmente imitando suas técnicas; estava sintetizando-as em algo exclusivamente seu – uma linguagem visual capaz de transmitir as emoções humanas mais profundas e perturbadoras. Seu tempo em Berlim também se mostrou crucial, aproximando-o do dramaturgo August Strindberg, cuja exploração de temas psicológicos alimentou ainda mais suas investigações artísticas.

    Visões Icônicas: Principais Obras e seu Peso Simbólico

    A obra de Munch é povoada por imagens que se tornaram profundamente arraigadas na consciência coletiva. O Grito, talvez sua obra mais icônica, transcende seu status de pintura para se tornar um símbolo universal da angústia existencial. A paisagem turbulenta e a face contorcida da figura incorporam um grito primal contra a indiferença do universo. Madonna, uma peça controversa e profundamente pessoal, explora temas de sexualidade, maternidade e mortalidade com uma franqueza inquietante. Motivos recorrentes como A Criança Doente – inspirada na perda de sua irmã Sophie – servem como lembretes pungentes do trauma da infância de Munch e do espectro sempre presente da morte. Melancolia I & II, representações poderosas de profunda tristeza e isolamento, revelam uma vulnerabilidade que é ao mesmo tempo profundamente pessoal e universalmente identificável. Essas obras não são meramente representações da realidade externa; são janelas para a alma do artista, oferecendo aos espectadores um vislumbre implacável dos cantos mais escuros da psique humana. Munch não tinha como objetivo criar imagens bonitas; ele buscou transmitir a verdade – mesmo que essa verdade fosse dolorosa e perturbadora.

    Um Legado Duradouro: Significado Histórico e Influência Contínua

    A contribuição de Edvard Munch para a arte moderna é imensurável. Ele se destaca como uma figura fundamental no desenvolvimento do Expressionismo, abrindo caminho para artistas que priorizaram a emoção subjetiva sobre a representação objetiva. Sua exploração implacável de experiências humanas universais – amor, perda, ansiedade e morte – continua a ressoar com o público hoje, solidificando seu lugar como uma das figuras mais influentes e duradouras da história da arte. Seu trabalho impactou profundamente as gerações subsequentes de artistas, influenciando movimentos como o Expressionismo Alemão e além. Ele ousou confrontar os aspectos mais sombrios da condição humana, desafiando noções convencionais de beleza e representação artística. Mesmo após alcançar fama e reconhecimento – culminando na criação do Museu Munch em Oslo – sua vida pessoal permaneceu turbulenta, marcada por períodos de instabilidade mental e isolamento. No entanto, apesar de tudo, ele continuou a criar, deixando para trás um corpo de trabalho que continua a provocar, desafiar e inspirar. O legado de Munch não se resume apenas às pinturas em si; trata-se da coragem de confrontar as complexidades da existência humana e traduzir essas experiências em arte que fala às partes mais profundas do nosso ser.

    Museu

    Rasmus Meyer Collection

    Em exibição em Bergen, Noruega

    Um Legado de Paixão: Desvendando a Coleção Rasmus Meyer

    A Coleção Rasmus Meyer, situada na pitoresca Bergen, Noruega, ergue-se como um testemunho singular da visão artística e devoção pessoal – um farol que ilumina o vibrante panorama da arte norueguesa do século XIX. Fundada pelo industrial Rasmus Meyer (1858–1916), cuja profunda apreciação pelo espírito criativo de sua pátria impulsionou uma empreitada extraordinária, este museu oferece aos visitantes uma oportunidade ímpar de mergulhar em um período definido por inovação artística revolucionária e formação da identidade nacional. A história da coleção é intrinsecamente ligada à crença fervorosa de Meyer no potencial transformador da arte, levando-o a construir um acervo que encapsulasse o zeitgeist de sua época – uma coleção destinada a se tornar uma pedra angular do patrimônio cultural de Bergen.

    A Era de Ouro Norueguesa em Cores e Texturas

    No coração da Coleção Rasmus Meyer reside um conjunto notável de pinturas que refletem as sensibilidades estilísticas da Noruega durante sua “Era de Ouro”. Ao percorrer os salões, somos transportados para paisagens imbuídas de grandiosidade romântica, retratos que capturam a profundidade psicológica com nuances delicadas e cenas de gênero que retratam o cotidiano com detalhes meticulosos. Cada pincelada parece respirar a atmosfera da Noruega do século XIX, revelando um espírito inconfundível de observação e uma busca incessante pela beleza intrínseca da vida cotidiana. A paleta vibrante e a maestria técnica dos artistas da época são evidentes em cada tela, convidando o espectador a contemplar a riqueza e complexidade da alma norueguesa.

    Edvard Munch: Uma Janela para a Alma Humana

    Embora a coleção abranja uma vasta gama de talentos artísticos, é inegável que sua componente mais celebrada seja a representação substancial de obras de Edvard Munch (1863–1944), o artista norueguês mais icônico do país. As peças – abrangendo seus anos formativos até seu estilo maduro – oferecem insights valiosos sobre o desenvolvimento artístico de Munch e abordam temas universais como ansiedade, mortalidade e a condição humana. A intensidade emocional e a expressividade visceral de suas obras continuam a ressoar poderosamente hoje, tornando-o um dos artistas mais influentes da história da arte moderna. Observar as diferentes fases da produção de Munch na coleção é testemunhar uma jornada introspectiva e corajosa em direção à compreensão das profundezas da psique humana.

    Harriet Backer: A Luz e a Atmosfera como Protagonistas

    A Coleção Rasmus Meyer também presta homenagem a Harriet Backer (1867–1945), uma artista pioneira que navegou bravamente pelas restrições de sua época, produzindo cenas interiores requintadamente sensíveis. As telas de Backer se destacam por transmitir nuances sutis de luz e atmosfera, capturando a beleza etérea dos edifícios históricos e interiores de Bergen com precisão notável. Sua habilidade em manipular a luz para criar uma sensação de intimidade e serenidade é particularmente impressionante, transformando espaços cotidianos em momentos de contemplação poética. Backer representa um exemplo inspirador de perseverança artística e uma busca incansável pela expressão individual em um contexto social desafiador.

    A Arquitetura como Palco da Arte

    O cenário arquitetônico do museu contribui significativamente para a experiência imersiva que oferece. Localizado às margens do Lille Lungegårdsvann, em Bergen, o edifício foi concebido pelo arquiteto Ole Landmark e concluído em 1924. O design de Landmark prioriza a luz natural – uma escolha deliberada que reflete a crença de Meyer de que a arte deve ser vista em seu contexto adequado –, criando um espaço elegante e convidativo para contemplação e apreciação artística. A integração harmoniosa entre a arquitetura e as obras de arte eleva a experiência do visitante, permitindo uma conexão mais profunda com o espírito criativo da coleção. Além disso, a Coleção Rasmus Meyer está integrada ao KODE Bergen Kunstmuseum og Musikkhus (KODE), um centro cultural dinâmico que abrange três instituições distintas: Kode Art Museums, Bergen Picture Gallery e Troldhaugen – a casa de Edvard Munch. Essa interconexão permite aos visitantes embarcar em uma exploração abrangente do patrimônio artístico e musical da Noruega, transcendendo fronteiras disciplinares e promovendo uma compreensão mais profunda da identidade cultural do país. O que distingue a Coleção Rasmus Meyer não é apenas seu tamanho – embora ostente mais de 800 obras de arte –, mas sim sua singular procedência: representa o culminar da visão pessoal de Rasmus Meyer, um testemunho de seu bom gosto e compromisso inabalável com o apoio aos artistas noruegueses. Examinar esta coleção oferece um vislumbre raro das correntes intelectuais e estéticas que moldaram a Noruega durante sua Era de Ouro, consolidando seu lugar como um recurso indispensável para estudiosos e entusiastas da arte.

    Onde ler mais

    Encontre online

    QR code que direciona para a página de download de Nu

    wikioo.org/pt/art/download/edvard-munch-nu-d3fhuh-pt/

    Como citar esta obra

    MLA
    Munch, Edvard. Nu. 1896, Rasmus Meyer Collection. https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-nu-d3fhuh-pt/
    APA
    Munch, Edvard (1896). Nu [Painting]. Rasmus Meyer Collection. https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-nu-d3fhuh-pt/
    Chicago
    Edvard Munch. Nu. 1896. Rasmus Meyer Collection. https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-nu-d3fhuh-pt/
    Harvard
    Munch, Edvard (1896) Nu. Rasmus Meyer Collection. Available at: https://wikioo.org/pt/art/edvard-munch-nu-d3fhuh-pt/

    Observe de perto

    Nu — Edvard Munch

    Observe de perto

    Responda com suas próprias palavras. Não existem respostas erradas aqui — apenas respostas que você possa explicar.

    1. O que chama a sua atenção primeiro e por quê?
    2. Quais cores ou formas criam a atmosfera — e que atmosfera é essa?
    3. O nosso catálogo classifica esta obra sob: nu, mulher, fundo vermelho. Concorda? O que acrescentaria ou removeria?
    4. Relembre O Grito (1893), apresentado anteriormente neste guia. Identifique dois elementos que esta obra compartilha com a anterior e um que seja diferente.
    5. Expressionismo: Colour and shape deliberately distorted so the picture shows an emotion rather than a likeness. Onde você pode observar isso nesta obra?

    Sua resposta

    Escreva um pequeno parágrafo sobre esta obra de arte. Utilize as informações das etapas anteriores deste guia e as suas respostas acima.

    Quiz de arte

    Nu — Edvard Munch

    O quanto você conhece esta obra de arte?

    Selecione uma resposta para cada uma das 5 perguntas abaixo. Cada uma possui exatamente uma resposta correta.

    1. 1. Qual é a principal emoção transmitida por ‘Nu’, de Edvard Munch?

      • A Alegria e serenidade
      • B Ansiedade e desespero
      • C Amor romântico
    2. 2. Contra qual cenário a mulher em 'Nu' é retratada?

      • A Um céu azul sereno
      • B Um fundo vermelho vibrante
      • C Uma floresta escura
    3. 3. Qual movimento artístico está mais intimamente associado a ‘Nu’, de Edvard Munch?

      • A Impressionismo
      • B Expressionismo
      • C Cubismo
    4. 4. Que detalhe na pintura contribui para uma sensação de realismo, apesar do seu estilo expressionista?

      • A A paleta de cores simplificada
      • B A inclusão de um colar de pérolas e o penteado em coque
      • C A falta de quaisquer detalhes discerníveis no fundo
    5. 5. ‘Nu’ faz parte de qual série de Edvard Munch que explora intensas emoções humanas?

      • A As Estações
      • B O Friso da Vida
      • C As Paisagens

    Minha pontuação: ____ de 5

    Gabarito — para o professor

    Isto inicia uma nova página impressa, de modo que ela pode simplesmente ser omitida das cópias.

    1B · 2B · 3B · 4B · 5B

    Confira qualquer resposta comparando com o registro do catálogo desta pintura

    Perguntas e Respostas

    Em que fase da carreira de Edvard Munch se situa "Nu", considerando a sua data?

    "Nu", criado em 1896, pertence ao Período Maduro da carreira de Edvard Munch.

    Posso ver uma imagem de raio-X de "Nu", de Edvard Munch?

    A página Raio X de "Nu", de Edvard Munch é um visualizador interativo que permite percorrer onze camadas ópticas da imagem da obra, incluindo uma visualização em estilo raio-X.

    Em que ano foi criada a obra "Nu", de Edvard Munch?

    "Nu", de Edvard Munch foi criado em 1896.